segunda-feira, 10 de setembro de 2007

[Ayamonte 2007] Grandiosa Procissão em Honra de Nossa Senhora das Angústias

No passado sábado à noite, a cultura e tradição de Ayamonte saiu à rua ao seu mais alto nível. Perante um povo profundamente religioso, a grandiosa procissão é também mostra de devoção à Virgem de las Angústias, protagonizando uma demonstração de fé inigualável.

Ayamonte é assim, não por modernidade ou snobismo. É assim porque se trata de um povo crente com profunda devoção Mariana. Ayamontinos e ayamontinas crêem no Deus Pai, crêem em Deus Filho e crêem na Virgem Maria desde há muitos séculos, estando esta crença profundamente enraizada na cultura Ayamontina.

No ano passado, Ayamonte celebrou o 250º aniversário do Padroado de Nossa Senhora da Santíssima Virgem das Angústias, o qual teve início em 1756 e que continua nos nossos dias com uma devoção e fé feitas à mãe de Deus, incrementada de dia para dia.

Usando este veículo primordial de divulgação que é a Internet, o http://bandadosamouco.blogspot.com tem todo o prazer em continuar a divulgar as Festas de Ayamonte levando o ponto mais sublime destas festividades até à vila do Samouco, à cidade de Ayamonte ou a qualquer parte do mundo.

A Banda Municipal de Música de Villalba de Alcor foi a responsável pela componente musical deste desfile.

Veja em seguida um excerto em vídeo onde se mostra toda a imponência da procissão em desfile, neste caso numa das praças mais bonitas em pleno centro histórico de Ayamonte: a Praça da Ribeira.

domingo, 9 de setembro de 2007

[Ayamonte 2007] ¡qué grandes los entrañables músicos de la Banda do Samouco!

A Banda do Samouco regressou há escassas horas à sua terra Natal, depois de 6 dias consecutivos em serviço em Ayamonte, Espanha.
O http://bandadosamouco.blogspot.com esteve em permanência nesta mega operação que envolveu mais de centena e meia de pessoas ligadas à nossa banda. Os ecos da presença da Banda do Samouco em terras andaluzas começam a chegar, quer em forma de comentários ás noticias que foram lançadas durante a cobertura em tempo real a partir do local onde os acontecimentos se desenrolaram, quer em destaques como o que apresentamos em seguida.

Eugenio Eiroa, apaixonado convicto por ambos os países envolvidos nesta operação, dedica à formação samouquense no serviço noticioso Naturales - Correio de Tauromaquia Ibérica as seguintes palavras:

Se acaba la estancia en Ayamonte de los integrantes de la Banda do Samouco.
Han hecho llorar a jóvenes y ancianos en sus múltiples actuaciones. Les han recibido con un cariño enorme y les están despidiendo con más afecto todavía.Ellos, mis amigos de la Banda do Samouco, lo han dado todo y más. Cansancio en sus rostros en la hora del regreso, pero emociones a flor de piel.
Ellos son los mejores embajadores que Portugal podía enviar a las tierras que con tanto talento cantó el llorado Carlos Cano.Lo que en Ayamonte, un año más, han hecho los de la Banda do Samouco, ha sido poner una piedra más, enorme, fundamental, en el gran monumento de la hermandad entre portugueses y españoles, cultivada como muy pocos, con el acierto que les caracteriza, por el pueblo generoso e inmenso de Ayamonte, con su Alcalde a la cabeza.
Bem hajam todos : ayamontinos y portugueses de esa recia y entrañable tierra de Alcochete, que nos han emocionado tanto, por su talento, por su desbordante ilusión, por su modo inigualable de entender la Vida, la proximidad y el afecto entre los pueblos.
EUGENIO EIROA

Pode consultar esta notícia no Naturales: para tal basta clicar aqui.
O http://bandadosamouco.blogspot.com vai estar durante esta segunda feira em edição contínua: novos vídeos, novas fotos e mais notícias serão editadas. Fique em sintonia.

sábado, 8 de setembro de 2007

[Ayamonte 2007] Oferenda de flores à Santísima Virgen de las Angustias

Decorreu no final da tarde desta 6ª Feira a romagem à Parroquia de las Angustias para a tradicional oferenda de flores à Santíssima Virgem de las Angustias.

Com início na Plazoleta, a Banda do Samouco dirigiu-se a partir deste local para a Paróquia, levando consigo dezenas de pessoas devidamente trajadas para depositar flores em honra da Santa Padroeira de Ayamonte. Durante cerca de 3 horas, assistiu-se a um espectáculo repleto de beleza e singularidade.

Uma vez chegada a Banda de Música ao adro da Paróquia, a mesma deu início à romagem de flores com um dos seus pasodobles mais emblemáticos: "La Virgem de Macarena", sublimemente interpretado pelo solista em trompete Pedro Carvalho. Seguiram-se vários outros temas entre os quais "Flamenco y Solo", "Vitor Ribeiro", "Forcados do Aposento do Barrete Verde de Alcochete", "Torero Cale", "Nerva", "Alcochete Olé", "España Cañi", com interpretação dos solistas em trompete Miguel Silva, Paulo Pancadas, Pedro Carvalho, José Fontes e Fábio Cruz, onde as actuações foram fortemente aplaudidas pela assistência. A Banda do Samouco finalizou a romagem com o tradicional "Ayamonte".

De realçar a forte presença de portugueses vindos de vários pontos do território, em especial do norte do país.

O http://bandadosamouco.blogspot.com registou alguns dos momentos vividos nesta celebração.

Na Plazoleta, momentos antes da saída, músicos da Banda do Samouco convivem com uma família ayamontina:

Desfile rumo à Parroquia de las Angustias:




Banda do Samouco no decorrer da oferenda de flores à Santísima Virgen de las Angustias:



[Crónica] Um novo romântico da festa Campo Pequeno

Ao abrigo da parceria firmada entre o http://bandadosamouco.blogspot.com e o Naturales - Correio de Tauromaquia Ibérica, apresentamos em seguida a habitual crónica tauromáquica, referente ao último espectáculo ocorrido na praça de toiros do Campo Pequeno, na passada 5ª Feira.

Crónica de PATRICIA SARDINHA - Directora adjunta de NATURALES, CORREIO DA TAUROMAQUIA IBÉRICA;
FOTOS DE JOAO SILVA, Chefe de Fotografia de NATURALES.

Na primeira nocturna de Setembro, juntaram-se três gerações de cavaleiros em praça, e dois dos mais tradicionais grupos de forcados. Apenas pouco mais de meia casa se preencheu, numa corrida que criou alguma expectativa mas que no final acabou por sair um pouco gorada, sem muita historia para contar. Com a Banda de Música da Sociedade Filarmónica Progresso e Labor Samouquense em serviço durante toda esta semana em Ayamonte - Espanha, a Banda de Música do Centro Cultural Azambujense foi a responsável pela componene musical deste espectáculo.

João Moura, o cavaleiro mais veterano dos três e idolatrado por muitos, recebeu com uma boa brega o primeiro toiro com 506 kg que saiu com codícia. O cavaleiro de Monforte esteve regular nos compridos, sem nunca dar muita primazia ao toiro para que arrancasse ao cavalo, o toiro esse acabou por revela-se um pouco distraído, com o cavaleiro a saber saca-lo das querencias e a deixa-lo nos terrenos certos. Os curtos foram deixados quase todos em batidas ao pitón contrário, com o toiro a não arrancar e de investida curta. Ainda assim a actuação de Moura agradou aos presentes, principalmente pelos ladeios na cara do toiro.
Para a primeira pega da noite pelo grupo de Santarém, Joaquim Pedro Torres que se fechou bem ao primeiro intento.
No segundo toiro do lote de Moura, com 504 kg, a sua prestação foi praticamente idêntica à primeira. Bem na brega e na colocação do toiro nos terrenos, sortes cambiadas e remates com ladeios, terminando a lide com um ferro de palmo que tardou em cravar devido à mansidão do toiro e falta de investida. Mas se realmente houve algo que predominou em ambas as actuações do cavaleiro foram os toques na montada, inclusive um forte durante a lide do seu primeiro toiro. Apesar de muita gente dar descrédito a estes pormenores, preferindo aplaudir de pé e bajular quem os pratica, a verdade é que são estes “pequenos” toques que acabam por tirar mérito a tudo o resto, de que vale uma boa colocação do toiro nos terrenos, uma cravagem certeira se depois se acaba por levar toques na montada?! Certo que acontece a todos, mas nas duas lides de João Moura que vi ontem no Campo Pequeno, era caso para dizer “cada ferro cada toque…”. E ainda mais inadmissível isto se torna, quando se trata de falar de um cavaleiro com os anos de toureio que tem, e a fama que o precede. Para pegar este toiro, Pedro Freixo do grupo de Montemor que consumou à terceira numa pega que não foi tecnicamente perfeita. No final o forcado não quis dar volta à arena (louvar atitudes de verdadeiros forcados) e João Moura apenas agradeceu do centro da arena.

Vítor Ribeiro apresentou-se finalmente esta temporada no Campo Pequeno, depois de na temporada passada ali ter sido um dos triunfadores. Contudo esta noite, o triunfo não chegou a romper para o cavaleiro. No seu primeiro toiro, segundo da ordem, com 505 kg, tentou cravar um ferro à porta gaiola, mas a rês derrapou, com o cavaleiro a ter que aguentar e deixando o primeiro comprido bem na mesma. Depois efectuou uma boa brega, com o toiro a fixar-se no cavalo. Nos curtos o toiro foi a menos, o cavaleiro teve alguma dificuldade em faze-lo arrancar, acabando a actuação por ser morna, sem transmissão, apesar do labor de cavaleiro a arriscar e a cravar bem a ferragem. Pecou a actuação por ser morosa, sem ligação cavaleiro-toiro apesar do empenho.
Este toiro foi pegado por José Maria Cortes do grupo de Montemor, que se estreava nesta praça como cabo do grupo e que se aguentou bem na cara do toiro à primeira.

No quinto toiro da noite, o melhor do curro e com 520 kg, Vítor consumou com êxito uma sorte gaiola. Depois citando quase sempre de largo e com o toiro a arrancar sempre(!) ao cite, deixou correctamente os curtos, sofrendo ainda um toque na montada. Contudo a actuação não teve triunfo redondo, e houve a meu ver alguma falta de “espremer o sumo” que o toiro tinha para dar. Destaca-se o mando e a imposição com que Vítor Ribeiro prepara as sortes e lamenta-se quem do meio das bancadas, escondido(s), mistura “alhos com bugalhos” e assobie a actuação/volta à arena do cavaleiro Vítor Ribeiro, quiçá relacionado com o caso “do doutor amigo do cavaleiro que ajustou contas com um critico” que sendo um acto condenável, não é justo de imputar ao cavaleiro.
João Pedro Seixas Luís pelo grupo de Montemor consumou a pega à segunda tentativa.

Francisco Palha, o caso revelação desta temporada, teve pela frente um toiro com 510 kg, que saiu bem mas que com o decorrer da lide foi a menos. Bem na ferragem comprida, Francisco Palha mostrou maneiras de um verdadeiro senhor cavaleiro, inclusive no modo correcto e educado como pediu para que não se mexessem na trincheira (já que não poderia pedir ao público na bancada que fizessem silêncio também). Fiel seguidor da arte de marialva, sempre de tricórnio na cabeça, executante de um toureio clássico e frontal, o jovem ginete agradou na colocação dos curtos. Precipitou-se numa sorte ao piton contrário, levou também um toque na montada e houve duas passagens em falso, com o toiro meio andarilho, contudo brilhou na colocação do último ferro a pedido do público.
António Grave de Jesus do grupo de Santarém pegou à terceira, com o toiro a derrotar muito e quase que davam os dois uma pirueta.

No último toiro da noite com 502 kg, voltou a imperar o toureio clássico, com muita entrega por parte do cavaleiro, com algumas sortes a não resultarem tão certeiras, e também a sofrer alguns toques na montada por ventura culpa de uma actuação mais arriscada frente a um toiro de investida franca. Mas não restam dúvidas de que este jovem cavaleiro será mais uma (boa) esperança do verdadeiro toureio a cavalo.
João Mantas do grupo alentejano e após brindar ao ex-cabo Rodrigo Corrêa de Sá efectuou uma excelente pega ao primeiro intento.

Os toiros de José Samuel Lupi tiveram boa apresentação, mansos no geral, destacando-se o quinto da ordem. Dirigiu com acerto Manuel Jacinto assessorado pelo Dr. Carlos Sousa, e no início da corrida fez-se um minuto de silêncio pelo antigo forcado de Santarém, António Murteira recentemente falecido.

Dia 20 de Setembro: novo espectáculo tauromáquico na Monumental Lisboeta. Dentro de dias, não perca a antevisão deste evento.
Só no http://bandadosamouco.blogspot.com consegue ter tudo o que importa sobre a corrente época taurina na Catedral do Toureio em Portugal.

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

[Ayamonte 2007] Concerto no Hogar del Pensionista

Decorreu esta 5ª feira ao final da tarde o segundo concerto da Banda do Samouco nas Fiestas de las Angustias na cidade espanhola de Ayamonte.

Entre a numerosa assistência estiveram presentes o Presidente da Junta de Freguesia do Samouco, Sr. António Almeirim, o Alcaide da cidade de Ayamonte, Sr. Antonio Rodríguez Castillo e Sr. José Manuel Rodríguez Martín, primeiro tenente e responsável máximo da área da Cultura.

Durante cerca de 2 horas e perante uma vasta e interressada assistência, esta formação interpretou um repertório bastante variado: Vila Franca, Ayamonte Canta, Mar I Bel, Forcados Aposento Barrete Verde de Alcochete, Maria la Portuguesa e Torero Cale foram alguns exemplos de temas interpretados.

Um dos momentos preparados especialmente para esta actuação foi a estreia em absoluto do Maestro Sérgio Oliveira à frente da Banda do Samouco em simultâneo como Maestro e Clarinetista, interpretando o tema "El Compae", pasodoble escrito por José Molina com solo em clarinete. Com um desempenho irrepreensível e grande surpresa por parte da assistência geraram um dos momentos mais aplaudidos no espectáculo.

Também muito aplaudidos foram todos os pasodobles interpretados ao longo deste espectáculo. O desempenho dos solistas mereceu rasgados e audíveis elogios, levando a assistência ao rubro.
Vários dos músicos no final do concerto estavam emocionados, tal o nível ímpar do espectáculo que tinham acabado de preconizar.

Por múltiplos motivos, este foi seguramente um dos momentos altos de toda a época 2007 na Banda de Música da Sociedade Filarmónica Progresso e Labor Samouquense.

O http://bandadosamouco.blogspot.com mostra em seguida alguns dos momentos registados neste espectáculo:

Início do Concerto:

Banda, Maestro e parte da assistência:

Banda no tema "Forcados Aposento Barrete Verde de Alcochete":

Maestro e Solista em simultâneo no tema "El Compae":

Banda na recta final no tema "Ayamonte":

O http://bandadosamouco.blogspot.com partilha em seguida alguns excertos em vídeo deste espectáculo:

1 - "Torero Cale"
Solos em trompete de Miguel Silva na voz principal e de José Fontes na 2ª voz:

2 - "Ayamonte Canta", pasodoble de concerto da autoria de Manuel Feu Perez:

3 - "Flamenco y Solo"
Solos em trompete de Miguel Silva e José Fontes na primeira parte e Pedro Carvalho na voz principal:

4 - "El Compae", pasodoble de concerto da autoria de José Molina, interpretado pelo Maestro da Banda do Samouco e Clarinetista Sérgio Oliveira:

5 - "Maria la Portuguesa" (1/2), original de Carlos Cano / Arranjo de Aurélio Alegria

6 - "Maria la Portuguesa" (2/2), original de Carlos Cano / Arranjo de Aurélio Alegria

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

[Ayamonte 2007] Concerto na Fundación Tejada

Do âmbito da presença nas Fiestas de las Angustias 2007, a Banda da Sociedade Filarmónica Progresso e Labor Samouquense deu o seu primeiro concerto no centro residencial Fundación Tejada.

Com numerosos ayamontinos presentes para ouvir a Banda do Samouco, entre os quais o Alcaide da cidade de Ayamonte - sr. Antonio Rodríguez Castillo, o concerto iniciou-se com uma referência prévia ao desaparecimento na passada madrugada de um dos maiores valores de todos os tempos na música clássica: Luciano Pavarotti.

No concerto propriamente dito foram interpretados vários pasodobles, alguns deles em estreia, como o caso dos temas "Forcados do Barrete Verde de Alcochete" e "Alcochete Olé", ambos compostos por António Catalão Labreca, músico da Banda do Samouco no instrumento de Bombardino. Após vários pasodobles com solo em trompete e saxofone alto, foi interpretado um arranjo feito para a Banda do Samouco intitulado "Maria la Portuguesa", composto por Aurélio Alegria, também ele presente no seio desta Banda de música no instrumento de Bombardino.

Finalizou-se o concerto com o tema mais aguardado: o pasodoble "Ayamonte". Após a primeira vez em que este tema foi executado, foram endereçadas palavras de apreço e agradecimento à Sociedade Filarmónica Progresso e Labor Samouquense, na pessoa do Alcaide Antonio Rodríguez Castillo e de um representante da Fundación Tejada. A pedido de numerosas pessoas na assistência, o pasodoble "Ayamonte" foi repetido, encerrando com chave de ouro este espectáculo..

Nota final para a animação contagiante de grande parte das pessoas presentes neste concerto, que ao som da Banda do Samouco não resistiram a dar um pezinho de dança.

No seguimento do programa das Fiestas de las Angustias, a Banda do Samouco dará o seu segundo concerto no Hogar del Pensionista hoje pelas 19 Horas (hora local).

Em seguida, o http://bandadosamouco.blogspot.com mostra-lhe alguns dos momentos vividos neste concerto:





Veja aqui também excertos em vídeo da prestação da Banda do Samouco:
1 - "Fiesta en la Calleta":
Solo em Saxofone Alto de André Craveiro, na sua estreia absoluta em Ayamonte:

2 - "España Cañi":
Solo em trompete por Pedro Carvalho:


3 - "Nerva":
Solo em trompete por Valter Vila Cova:


4 - "Campanera":

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

[Ayamonte 2007] Banda do Samouco, embajadores inmejorables de Portugal en Ayamonte

Menos de 24 horas depois da Banda do Samouco se ter estreado nas Fiestas de las Angustias 2007, os ecos da sua presença na cidade andaluza acontecem.

Eugenio Eiroa, Director do "Naturales - Correio de Tauromaquia Ibérica", dedica algumas palavras à Banda de Música da Sociedade Filarmónica Progresso e Labor Samouquense e ao Webmaster do espaço http://bandadosamouco.blogspot.com:

Querido Pedro Rodelo: Estás en tierra bendita. ¡Qué gran suerte la tuya! ¡No sabes cuanto daría por estar con vosotros ahí, al lado, viviendo lo que vivís, sintiendo lo que sentís! Estás ahora mismo en Ayamonte, provincia de Huelva, en el lugar donde - casi te podría jurar - la luz es más luz y la luminosidad es impresionante. Estás en esas calles de casas caleadas por las que un día caminé, por las que un día discurrí... hasta llegar a la plaza de toros, donde Vítor Mendes toreaba entre olés sentidos de admiración profunda por los ayamontinos manifiesta. Esa entrada en barco, que habéis hecho desde Vila Real, me recuerda tiempos sin puente; barcazas enormes para llevar coches y gentes, que un día usaron mis padres, que años después yo también usé...

La Banda do Samouco tocando en la Diana de las Fiestas de Ayamonte, viviendo ese especialísima madrugá... Imbuidos en ese traje de la ilusión que os abandera y os convierte en muchísimo mas de lo que sois; pero os convierte con justicia, que es lo que cuenta: en embajadores inmejorables de Portugal en España. Porque portáis la alegría, porque lleváis en vuestra música impregnado el más hermoso de los sentimientos; la manifestación evidente de que portugueses y españoles, españoles y portugueses son hijos de un mismo tronco, hermanos al fin y al cabo, que van inexorablemente al reencuentro; a la recuperación de los tiempos perdidos estúpidamente con tanta política de costas viradas.

Cuando uno encuentra a gentes como vosotros, los de la Banda do Samouco, de corazones ampliamente generosos, de noblezas ilimitadas, comprende que otros que antes os conocieron, como es el caso de los habitantes de Ayamonte, os pidan que año tras año les acompañéis en sus fiestas, les llevéis el mensaje del pueblo hermano, en forma de música, de sonrisa y de abrazo profundo. Pensad que es mucho y muy importante lo que hacéis, lo que simbolizáis estos días, cuando la banda se arranca en esas calles, en esas plazas. Y que cuando tocáis a la Virgen de las Angustias, hay mil advocaciones de Nuestra Señora, en Portugal, que os van a retribuir con creces lo que estáis haciendo en España.

Caminamos juntos, aunque a algunos no se lo parezca. Mucho más incluso de lo que ya tantos creen. Suerte la nuestra, la de los que estamos hermanados oficialmente, porque vuestras alegrías, vuestras emociones ahí, en Ayamonte, también son las nuestras aquí, en la distancia... Que Dios os bendiga, a vosotros, pero también a los de Ayamonte, que desde hace tantos años, siglos incluso, supieron que la frontera no era tal, sino un freno burocrático, que había que sortear mejor o peor, pero que merecía la pena salvar porque era infinitamente más lo que les unía con los de Vila Real de Sto Antonio que los que les separaba.

Hoy, vosotros, los de la Banda do Samouco, encarnáis el sentimiento de un pueblo, el ayamontino, deseoso de recibir, honrar y abrazar a los hermanos portugueses, como en realidad siempre lo desearon (...) ¡Viva Ayamonte!, ¡viva Samouco!, ¡vivan las salinas!, ¡vivan quienes quieren ser hermanos, sentimiento hermoso donde los haya, profundo como ninguno!

Un abrazo a todos los integrantes de la comitiva de la Banda do Samouco y a los hermanos ayamontinos que con tanto cariño estos días os reciben.

EUGENIO EIRO
Director de NATURALES

Para consultar a notícia completa, por favor clique aqui.

Já esta tarde, o Naturales voltou a fazer eco das duas primeiras saídas da Banda do Samouco em Ayamonte na época 2007. Clique aqui para ver o conteúdo da notícia.

[Ayamonte 2007] Diana

Decorreu esta madrugada e manhã a famosa "Diana", no âmbito do programa das festas em honra de Nossa Senhora das Angustias na cidade espanhola de Ayamonte.

Ainda com noite cerrada, foi dado início à Diana na praça do Ayuntamiento. Com gente jovem para disfrutar dos pasodobles que iam sendo interpretados, os músicos da Banda do Samouco conviveram com todo o gosto no ambiente proporcionando alegria ao longo da manhã, o qual foi reinando nas principais artérias da cidade andaluza. O tradicional aniz não foi esquecido por parte de múltiplos Ayamontinos.

Em seguida, apresentam-se 3 registos fotográficos de momentos distintos na Diana: Fase inicial, amanhecer e final:



A edição noticiosa no http://bandadosamouco.blogspot.com não vai parar. A qualquer momento, mais notícias online feitas a partir de Ayamonte, onde durante as "Fiestas de las Angustias" multiplos acontecimentos brotam ao passar de cada dia. Fique em sintonia.

terça-feira, 4 de setembro de 2007

[Ayamonte 2007] Abertura das Fiestas de las Angustias

Aconteceu há minutos a abertura oficial das Fiestas de las Angustias na cidade de Ayamonte.

Após a travessia do rio Guadiana de barco a partir de Vila Real de Santo António, milhares de pessoas aguardavam do lado espanhol a chegada da nossa Banda.
Engolidos pela multidão em extase, a Banda percorreu alguns metros até chegar à praça do Ayuntamiento onde se pode escutar o hino nacional e o hino espanhol.
Em seguida, rumou ao recinto feiral onde foi inaugurada a iluminação ao som do pasodoble "Ayamonte". Percorreu em seguida todas as casetas.

Já no regresso, vários músicos da Banda do Samouco ficaram surpreendidos ao escutar em pleno recinto feiral na caseta "Lunes" o pasodoble "Flamenco y Solo", integrado no CD "Banda do Samouco - Pasodobles".

Mostramos em seguida alguns dos momentos vividos há minutos:



A Banda entra novamente em acção esta madrugada a partir das 5 da manhã (hora portuguesa) na tradicional "Diana", evento que promete grande afluência de público derivado à recepçao ocorrida há horas.

O http://bandadosamouco.blogspot.com regressará com mais novidades acerca da "Diana" dentro de horas, informando desta forma todos os seus estimados leitores. Fique em sintonia com este espaço.

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

[Ayamonte 2007] Recuerdos de Ayamonte

Emoção, sentido de responsabilidade e espírito de sacrifício: 3 factores presentes a cada ano que se marca presença nas "Fiestas de las Angustias" na cidade de Ayamonte. Seja na recepção à Banda em território espanhol, na "Diana", na oferenda de flores à Santísima Virgen de las Angustias, nos concertos, em arruadas, fora de serviço... o vibrar constante de quem integra a Banda de Música da Sociedade Filarmónica Progresso e Labor Samouquense é algo que se vive de uma forma muito intensa.

O http://bandadosamouco.blogspot.com partilha em seguida com os seus estimados leitores alguns dos momentos vividos nas duas últimas presenças da Banda do Samouco nesta cidade andaluza:
Ano de 2006 (250 anos de Fiestas de las Angustias):
Momentos após o hastear de bandeiras no Ayuntamiento:
A beleza e espectacularidade de uma das fontes mais antigas em pleno centro histórico da cidade:

Na "Diana" onde se começa a tocar de noite...

... e se acaba de dia...

A hospitalidade de quem nos recebe:

Ano de 2005:
"Diana": entre subidas e descidas, com animação constante:

Oferenda de flores à Santísima Virgen de las Angustias (em 2005 excepcionalmente na Paroquia San Vicente de Paul):

Um fabuloso concerto no fantástico auditório "Casagrande":

Relembrando este memorável concerto, o http://bandadosamouco.blogspot.com apresenta um vídeo que contém um excerto do pasodoble "Fiesta en la Calleta", com solo em Saxofone Alto pelo músico José Montes:

Parte da equipa do http://bandadosamouco.blogspot.com está já na cidade de Ayamonte: dá-se nesta forma início à cobertura das "Fiestas de las Angustias 2007". Mais novidades a partir de terras andaluzas a qualquer instante.

domingo, 2 de setembro de 2007

[Antevisão] Campo Pequeno - 3 Gerações em Competição

A competição entre cavaleiros de três gerações constitui o “prato-forte” da corrida da próxima quinta-feira dia 6 no Campo Pequeno.
Em praça vão estar os cavaleiros João Moura, Vítor ribeiro e Francisco Palha, bem como os grupos de forcados amadores de Santarém e Montemor, sendo lidados toiros José Lupi.

Desde que em 1974 se apresentou no Campo pequeno, com 14 anos de idade, João Moura começou a construir uma carreira ímpar no panorama taurino equestre mundial, guindando-se ao plano de figura maior entre as maiores figuras do toureio de todos os tempos. Após trinta e três anos de actividade e com milhares de toiros toureados, Moura continua a mostrar a sua raça, alternando com todos os cavaleiros da sua geração e, como na corrida desta noite, confrontando-se com os representantes das novas gerações que, com créditos firmados, buscam a consolidação das suas carreiras e os que agora despontam, cheios de qualidades e ambição.

A 13 de Julho de 2006, mercê de uma actuação triunfal, Vítor Ribeiro tornou-se no primeiro cavaleiro a sair em ombros do renovado Campo Pequeno. As qualidades artísticas que já então lhe eram apontadas, estão presentemente mais amadurecidas, em resultado de um trabalho continuado de aperfeiçoamento da condição das suas montadas, da sua própria percepção das características de cada toiro que lhe cabe lidar e da escolha do cavalo com melhores condições para o efeito. A sua presença é indispensável nas grandes feiras de Portugal, sendo, paralelamente, cada vez mais solicitado para actuar em arenas espanholas e francesas.

Na sua segunda apresentação no Campo Pequeno na presente temporada, a 23 de Agosto, Francisco Palha mostrou uma marcada evolução técnica e artística que justificam a sua presença no cartaz desta corrida.
Apresentou-se firme e sereno ante um toiro com idade e peso, que não facilitou, mas que o cavaleiro entendeu na perfeição permitindo-lhe arrebatar as mais fortes ovações da noite e ser considerado, por muitos dos aficionados e pela crítica, como o triunfador da corrida. Tem porte de cavaleiro da escola clássica, a sua equitação é segura e o seu desempenho ao longo da temporada, creditam-no como um valor dos mais sérios da nova geração de cavaleiros.
O Grupo de Forcados Amadores de Santarém, capitaneado por Pedro Graciosa, é o mais antigo de Portugal e foi o percursor do modelo amador nos Grupos de Forcados, facto relevante pelo pioneirismo e pelo estabelecimento de um conjunto de valores importantes como a amizade, serviço, paciência, generosidade e respeito pelos mais velhos. Com a criação e perpetuação do modelo amador, a pega guindou-se à categoria de sorte do toureio, merecedora de estilização e codificação, pelo estabelecimento de regras precisas quanto à forma de pegar, à farda dos forcados, aos terrenos, às vantagens ao toiro, ao cite, recuo e reunião, que concretizam esta portuguesíssima arte.

Pelo Grupo de Forcados Amadores de Montemor estreia-se nesta corrida, como cabo no Campo Pequeno, José Maria Cortes, que no passado dia 2 de Setembro assumiu estas funções na corrida realizada em Montemor-o-Novo, sucedendo assim a Rodrigo Vacas de Carvalho, cabo desde 1997. José Maria Cortes é filho de João Cortes, um dos forcados mais prestigiados da longa da história deste grupo fundado em 1939. No passado 27 de Julho, no Campo Pequeno pôs à prova todo o seu valor ao realizar uma pega emocionante e com risco acrescido, por o toiro ter dado uma “vuelta de campana” com o forcado enganchado na córnea.

Alguns factos do historial da ganadaria José Lupi: Em 1956, Emílio Ortuño “Junillano” adquiriu ao Marquês de Deleitosa a ganadaria que resultou da divisão da de Lamamié de Clairac. Paralelamente, adquiriu o ferro e a antiguidade de Manolo Escudero e Arturo Sanchez, vendendo posteriormente a José Samuel Lupi, através da Sociedade Agrícola de Rio Frio, no ano de 1968. José Lupi apenas manteve o ferro e antiguidade, substituindo as reses de Fermín Bohorquez, puro encaste Urquijo, o qual mantém na actualidade, introduzindo nalguns lotes sementais de Oliveiras Irmãos e Gutierrez Lorenzo.

A Banda de Música da Sociedade Filarmónica Progresso e Labor Samouquense estará durante toda esta semana em Espanha, em serviço nas "Fiestas de las Angustias" na cidade de Ayamonte. Mesmo com a redação deste blog em terras andaluzas, o compromisso assumido pelo http://bandadosamouco.blogspot.com em trazer até aos seus leitores todas as informações relativas aos espectáculos tauromáquicos na Catedral do Toureio em Portugal mantém-se.

Na próxima 5ª feira dia 6 de Agosto visite o Campo Pequeno e não perca este excelente espectáculo tauromáquico a partir das 22 Horas na renovada praça lisboeta.

sábado, 1 de setembro de 2007

[Reportagem] Concerto "Noites de Verão" na vila do Samouco

Menos de 24 Horas depois de mais uma actuação na Praça de Toiros do Campo Pequeno, foi numa amena noite de verão que a Banda de Música da Sociedade Filarmónica Progresso e Labor Samouquense realizou o concerto desta noite na vila do Samouco.

Numa iniciativa levada a cabo pela Junta de Freguesia do Samouco, muitos foram os que escolheram no seu serão de sexta-feira ver e ouvir a Banda. Entre todos os que afluiram à Praça Movimento das Forças Armadas, destaque-se o Presidente da Junta de Freguesia do Samouco - Sr. António Almeirim e o Presidente da Câmara Municipal de Alcochete - Dr. Luís Franco.

Sob orientação do Maestro Sérgio Oliveira, a Banda do Samouco interpretou durante cerca de hora e meia repertório variado, com destaque para pasodobles de concerto e pasodobles de toureio, de entre o extenso repertório que esta formação possui neste estilo musical. Vários solos de músicos no naipe dos trompetes e do saxofonista da casa André Craveiro (ver última foto) abrilhantaram ainda mais o espectáculo. Falhou apenas o pormenor da falta de instalação sonora para que todos os presentes conseguirem ouvir o anúncio dos temas interpretados ao longo deste serão.

Este concerto antecede a deslocação desta formação até Espanha, mais propriamente à cidade de Ayamonte por ocasião das "Fiestas de las Angustias", onde a Banda do Samouco actuará em diversos acontecimentos no decorrer da próxima semana (consulte o programa aqui). O http://bandadosamouco.blogspot.com terá uma equipa em permanência em território andaluz a partir deste Domingo dia 2 para trazer até si tudo o que importa, num trabalho arrojado e inédito.

Veja ou reveja de seguida alguns dos momentos deste concerto:


Sociedade Filarmónica Progresso e Labor Samouquense
Instituição de Utilidade Pública
Sede: Rua Francisco Domingos Taneco, 2890-242 Samouco, Portugal

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